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Covid-19:  Informações baseadas em evidências são a vacina contra a desinformação

10/06/2020 - 09h35

A médica infectologista Giovana V. P. Feuser abordou temas como fake news, cuidados dentro e fora de casa e no trabalho, tratamento, entre outros, na live Mitos e Verdades sobre a Covid-19, realizada na terça-feira (09.06), pelo Youtube do Sesi MT.

A transmissão ao vivo e gratuita contou com a mediação do gerente de Saúde e Segurança do Trabalho do Sesi MT, Valdir Souza Júnior.

Giovanna possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), residência médica em Infectologia no Hospital Universitário Julio Muller. Tem título de especialista pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Atuou como médica infectologista na CCIH do Hospital Santa Rosa em Cuiabá e também como coordenadora da Comissão de Revisão de Óbitos e Prontuários e gestora do Núcleo de Epidemiologia Hospitalar.

Além disso, trabalhou no serviço de controle de infecção relacionada na docência do ensino do ensino superior, sendo docente na faculdade de medicina da UFMT desde 2013 e no Centro Universitário desde 2015.

Confira os principais assuntos abordados:

Covid-19: Doença causada pelo coronavírus

Período de incubação – 3 a 7 dias (até 12,5)

Infectividade – 1 infectado transmite para até 2.2. Existem estudos, basicamente estatísticas, que apontam que no Brasil cada infectado transmite para 3 pessoas.

Brasil novo epicentro da pandemia no mundo.

Transmissão

Assintomáticos

Há um subgrupo de pessoas que não desenvolvem sintomas. E, para entender verdadeiramente esse grupo, não temos uma resposta concreta ainda. Há estimativas de que o número gire entre 6% a 41% da população. Mas sabemos que pessoas que não têm sintomas podem transmitir o vírus.

Transmissão através de contato íntimo

Existem relatos de transmissão pelo sexo e na gravidez – da mãe para o filho. Até o momento, não há evidências científicas que demonstrem essas transmissões.

Susceptibilidade é geral

A princípio todos estão susceptíveis à contaminação.

Mitos e verdades

O vírus morre com o calor, em Cuiabá não teremos muito problema. MITO

Os casos estão aumentando no estado e também em regiões mais quentes do país, como o Nordeste. O que comprova que a afirmação não procede.

O vírus morre depois de 6 horas em uma superfície. MITO

Podemos pegar covid-19 tocando em superfícies contaminadas com o novo coronavírus, mas ainda não está claro quanto tempo o vírus pode sobreviver fora do corpo humano. Estudos apontam que em algumas superfícies ele fica por dias.

Preciso me preocupar com minhas compras. VERDADE

Se você mantiver a regra de higiene básica, de lavar as mãos e os alimentos sempre, não irá se infectar. O ideal ao chegar em casa com compras é limpar, borrifa álcool ou desinfetante.

Posso pegar coronavírus através da comida. MITO

Hoje não há nada que evidencie a contaminação pelo alimento. O risco é muito baixo. Levando em consideração a devida higienização e manipulação adequadas.

Posso estar com coronavírus e não saber. VERDADE

Sou do grupo de risco, se pegar vou morrer. MITO

Pode ocorrer de ter complicação da doença. Depende do sistema imunológico, depende da carga viral, dos cuidados que recebe. Tudo isso poderá influenciar no padrão da doença que o indivíduo desenvolver.

Tomar vitaminas C e D, zinco, entre outros, irá me proteger. MITO

Usar luvas. MITO

Causa uma falsa sensação de proteção.

Máscaras caseiras podem ser de qualquer tecido. MITO

É preciso usar materiais adequados – consultar regras no site do Ministério da Saúde.

Se eu fizer um teste e dar negativo posso visitar a vovó. MITO

O ideal é respeitar a quarentena.

O que fazer se tive contato com alguém com Covid-19?

Manter minhas atividades, observando sintomas e reforçando as medidas de distanciamento, uso de máscaras e desinfecção com álcool em gel.

Contato de risco:

  • Permanecer a uma distância menor que 1,5 por um período maior que 15 minutos de uma pessoa contaminada.
  • Compartilhar equipamentos ou objetos com a pessoa doente.
  • Manter contato físico (abraço, aperto de mão)

Contato de baixo risco

  • Manter o distanciamento ao conversar
  • Uso de máscaras pelas duas pessoas
  • Contato com infectado
  • Quarentena por 14 dias

Contato físico ou permanecer a uma distância menor do que 1,5 m e mais do que 15 minutos

  • Quarentena por 14 dias
  • Contato a uma distancia maior que 1,5 m
  • Aumentar os cuidados de distanciamento social e monitorar os sintomas

Fiz minha quarentena de 14 dias, já posso fazer exame?

  • Preciso ter paciência. O resultado só detecta a partir do 3º dia. Os anticorpos iniciais começam entre o 9º dia.
  • Pessoas com sintomas devem fazer os exames
  • Pessoas sem sintomas não tem benefício em fazer exames
  • Exame negativo não exclui a doença

Principais sintomas

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar
  • Dor de garganta
  • Perda de paladar e olfato.

Com apresentação de sintomas - O que fazer?

  • Fique em casa e em um quarto ou cômodo separado
  • Se possível, usar um banheiro exclusivo
  • Não compartilhar nenhum objeto
  • Se circular pela casa usar máscara o tempo todo
  • Lavar roupas separadamente
  • Evitar contato com animais domésticos
  • Ficar em casa é igual a isolamento domiciliar

Quem pegou pode ser contaminar novamente?

Já existem relatos da segunda contaminação. Em alguns casos, parece que o paciente não desenvolve anticorpos suficientes. Os cuidados devem continuar, como uso de máscaras, higienização, entre outros.

Se pegar novamente será mais grave ou menos grave?

Não existem respostas para estas questões.

Tratamento

  • Não tem remédio específico.
  • Alguns estudos em andamento. O médico irá definir o tratamento mais adequado. Confie na equipe médica e tenha comportamento de paciente.
  • Não tem vacina.

Qualquer estudo sobre vacinas para qualquer doença dura de 7 a 10 anos. Temos um percurso longo ainda, precisamos ter paciência e tomar os cuidados.

O Brasil foi escolhido para testes, devido à curva elevada de contaminação.

Fazer as atividades diárias com parcimônia, dentro das necessidades.

Assista novamente

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