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Rondonópolis, Campo Verde e Tangará da Serra recebem workshop gratuito sobre a NR1

09/03/2026 - 17h53
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Comum espaço detrocas de experiências e reflexões,
evento discute riscos e segurança no trabalho.

Com passagens em diversas regiões ,o workshop gratuito sobre as mudanças da NR1 chegou em Rondonópolis, Campo Verde e Tangará da Serra. Realizado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi MT) e com apoio dos sindicatos do setor, o evento marca o encerramento da Trilha do Conhecimento sobre riscos e segurança no ambiente laboral.

Reunindo empresários, colaboradores, especialistas em saúde e segurança do trabalho e simpatizantes, o evento trouxe de forma dinâmica e descontraída esclarecimentos sobre o tema.

Ayron Pereira Miranda, líder de segurança da saúde do trabalho, ressalta como a Trilha do Conhecimento auxilia a identificar as novas demandas do setor. “A palestra trouxe aspectos mais objetivos e diretos, ensinando quais são os fatores de trabalho que impactam para a condição da saúde mental do trabalhador. Acredito que essa metodologia do Sesi vai trazer muitos resultados, com uma alta produtividade alinhada àquilo que a indústria precisa entregar”, entende.

Marília Santos, da empresa Sindimec Sul,também veio acompanhar as novas regulamentações da NR1: “Com o avanço das tecnologias, a gente acaba deixando mais de lado esse cuidado humano, com a palestra trazendo de volta esse olhar para além dos números. É um excelente trabalho e seguimos projetando o futuro nas indústrias”. Ela ressalta que iniciativas como essa reconectam a indústria com às questões mais humanas do trabalho.

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A proposta é elevar a competitividade das empresas por
meio de ações que proporcionem bem-estar e qualidade
de vida aos colaboradores.

“É um tema atual, de uma legislação que mudou recente, então creio que vai somar muito, tanto para as empresas quanto também para os profissionais”, comenta Mateus Alves, engenheiro de segurança. Na visão dele, é fundamental que as empresas acompanhem as transformações dosetor, com o Sesi participando dessa conscientização.

Com um espaço de trocas de experiências e reflexões, o técnico de segurança Marcelo Batista de Sousa também reconhece a necessidade de iniciativas como a Trilha do Conhecimento. “Apesar da NR1 ser cogitado a muito tempo, é um tema que não vinha rodando direito. O workshop acaba abordando temas muito importantes, principalmente a parte do psicossocial, transtornos, afastamentos, entre outras coisas”, afirma.

Identificando a necessidade de se manter atualizado diante das mudanças na legislação, Aguinelho Ferreira Borges, encarregado de departamento pessoal da Calcário Tangará, celebrou a oportunidade de participar do workshop. “Quando surgem novas leis, precisamos buscar estudar. Participei para aprender mais, me reeducar e compreender as novas leis que estão surgindo agora”, destacou.

Prevenção estratégica

A iniciativa integra o projeto Trilha do Conhecimento, que neste ano aborda a Prevenção Estratégica para Reduzir Impactos na Saúde e Segurança do Trabalho. A proposta é elevar a competitividade das empresas por meio de ações que proporcionem bem-estar e qualidade de vida aos colaboradores.

O Sesi MT traz anualmente workshops técnicos gratuitos alinhados às atualizações em SST. Para esta temporada, Márcio explica que as novas regras da NR1estarão no centro das palestras. Segundo ele, o objetivo é esclarecer sobre o gerenciamento de risco no trabalho para saúde mental dos colaboradores.

A NR1 foi atualizada pelo Governo Federal em agosto de 2024, com prazo de um ano para as empresas fazerem as mudanças necessárias. Em 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego decidiu tornar o primeiro ano de vigência da nova regra em um período de educação e adaptação, com fiscalização punitiva a partir de maio de 2026. 

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Iniciativas como a Trilha do Conhecimento reconectam a
indústria com às questões mais humanas do trabalho.

A NR1 é de 1978 e passou por diversas atualizações ao longo dos anos. A normativa estabelece diretrizes relacionadas à segurança e saúde no trabalho, considerando os riscos físicos, químicos, biológicos e de acidentes. A partir da última atualização, o instrumento passa a exigir também estratégias para identificar fatores de risco como estresse, assédio, sobrecarga de trabalho e pressão, entre outros, que possam comprometer o bem-estar dos funcionários.

Texto: Agda Ribeiro e Amanda Simeone.

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