Cia Sesi de Dança se prepara para Prêmio Onça Pintada em Mato Grosso do Sul
ensaios se intensifica.
A Companhia Sesi de Dança embarca para mais um importante desafio no cenário artístico nacional. Entre os dias 3 e 8 de junho, o grupo participa do 10º Prêmio Onça Pintada, em Mato Grosso do Sul, um dos principais festivais de dança da região Centro-Oeste.
Formada por 17 bailarinas, a companhia e uma aluna do extraclasse competirá nas categorias ballet neoclássico, ballet de repertório, solos e conjuntos, além de jazz avançado em apresentações individuais e coletivas. Ao todo, serão 10 coreografias levadas ao palco, resultado de meses de preparação intensa, dedicação e aprimoramento técnico.
A equipe de preparação é composta pelos professores Yves Shinnynger, que figura como diretor, Lucianna Rocha e Daniele Correa, que acompanham diariamente o desenvolvimento artístico das bailarinas. A rotina inclui ensaios frequentes, aperfeiçoamento técnico e construção de repertórios que exigem alto nível de execução e interpretação.
Entre as obras apresentadas está Dom Quixote, um dos maiores clássicos do ballet mundial. A montagem possui um significado especial para a trajetória da companhia, que marcou a estreia nos palcos em 2025, e deu início a uma caminhada pautada pela excelência artística e pelo fortalecimento da dança em Mato Grosso.
Para as bailarinas, a competição representa a oportunidade de colocar em prática todo o aprendizado construído ao longo da temporada. “Fazer parte da Cia Sesi exige muita dedicação. Nossa rotina de ensaios é intensa, mas fundamental para o nosso crescimento técnico e artístico”, afirma Yasmin Machado.
profissional e oportunidades de palco, o projeto amplia
horizontes para jovens talentos
A expectativa também é grande entre as integrantes que participam da competição pela primeira vez. “As minhas expectativas estão muito altas, porque todos os finais de semana temos o trabalho intenso dos ensaios. As meninas são incríveis, a equipe é maravilhosa, e acredito que tudo vai dar certo”, destaca Maria Luiza Preza.
A trajetória de cada bailarina carrega histórias de esforço, superação e sonhos. Para algumas delas, a participação no festival tem um significado ainda mais especial. É o caso de Luana Ferreira, que retorna aos palcos após um período de recuperação de uma lesão.
“Depois de todo o processo de recuperação, poder voltar a competir está sendo muito especial. Além das apresentações em grupo, também estarei no palco como solista, o que torna esse momento ainda mais emocionante”, relata.
A dançarina Wanessa Fernanda Silva Mello, de 22 anos, comenta a emoção de participar do espetáculo. Tendo começado no mundo da dança aos 3 anos e se afastando para se dedicar aos estudos, a volta aos palcos por meio do Sesi MT representa o reencontro com um antigo sonho.
“Eu via os figurinos de balé e me despertava vontade de ser uma dessas bailarinas. Essa paixão pela dança é algo que me motiva cada dia. Eu estava morrendode saudade do balé, então está sendo maravilhoso voltar e ver o tanto de oportunidade que estamos tendo. Temos professores maravilhosos aqui, incentivando e acreditando na gente”, comenta.
sala de aula.
Segundo a professora Luciana Rocha, a dança tem sido um instrumento de transformação na vida das jovens integrantes da companhia. “Cada bailarina carrega uma história única. Entre ensaios, desafios, superações e sonhos, a dança se tornou a voz do coração de meninas que aprenderam no palco a transformar emoção em arte”, afirma.
Companhia forma talentos e amplia oportunidades
Criada pelo Sesi MT para ampliar o acesso à formação artística e fomentar a dança no estado, a Cia Sesi de Dança reúne jovens bailarinas em um ambiente de aperfeiçoamento técnico e desenvolvimento humano. Desde sua criação, o grupo vem construindo uma trajetória marcada pela participação em festivais, montagens de repertório clássico e produções autorais, levando o talento mato-grossense a importantes eventos do cenário da dança.
Em 2025, a companhia estreou nos palcos com a montagem de Dom Quixote, marco importante de sua trajetória e obra que retorna ao repertório na competição deste ano. Além da formação técnica, o projeto oferece experiências artísticas e oportunidades de apresentação que contribuem para o crescimento pessoal e profissional das integrantes.
“A dança se torna voz, abrigo e expressão. A cada ensaio, espetáculo e desafio, elas aprendem sobre coragem, trabalho em equipe, empatia e superação. Mais do que artistas, a companhia forma pessoas preparadas para a vida, mulheres mais fortes, humanas e capazes de acreditar em si mesmas”, destaca Yves Shinnynger.
O gerente de Cultura do Sesi MT, Fernando Pereira, ressalta que a companhia se consolidou como uma importante ferramenta de formação artística no estado. “A Cia Sesi de Dança vai além de um grupo de ballet. É uma estrutura permanente de aprendizado e formação cultural, que proporciona vivência com profissionais de referência nacional e contribui para o fortalecimento do cenário artístico mato-grossense”, afirma.
Além da participação no Prêmio Onça Pintada, a companhia já projeta uma temporada de grandes produções, incluindo o espetáculo Lago dos Cisnes, em parceria com a Orquestra Sesi MT, e O Sertão Dentro de Nós, obra inspirada nas raízes nordestinas e na fusão entre música, jazz e ballet.
Texto: Agda Ribeiro (com supervisão de Amanda Simeone)



