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Com aulas presenciais na indústria, trabalhadores da JBS iniciam a EJA do Sesi MT em busca do diploma do ensino básico

26/06/2026 - 11h24
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Com objetivo de aliar o trabalho e a educação, as aulas
ocorrem na própria indústria


O sonho de conquistar o diploma do ensino fundamental e médio nunca esteve tão perto para um grupo de 35 trabalhadores da JBS, em Diamantino. Eles iniciaram nesta semana a Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Serviço Social da Indústria (Sesi MT). Com objetivo de aliar o trabalho e a educação, as aulas ocorrem na própria indústria, com encontros semanais.

A refinadora Janiara Silvia, 32, interrompeu os estudos no 1º ano do ensino médio. Ela teve que escolher entre a educação e o casamento, optando pelo matrimônio. “Casei muito nova, mas agora, decidi voltar porque sei que a educação pode abrir novas oportunidades de crescimento, tanto dentro da empresa quanto fora dela. Meu objetivo é conquistar um cargo melhor, aumentar minha renda, oferecer uma vida melhor para a minha família e continuar aprendendo e evoluindo”, diz.

Para o gerente do Instituto J&F, do grupo JBS, Robson, investir na educação é investir no futuro das pessoas. “Não há nada melhor do que oferecer a oportunidade de trabalhar e estudar no mesmo local. Isso facilita a rotina, aumenta o engajamento e transforma vidas. Na JBS, não queremos ser apenas empregadores; queremos fazer parte da realização dos sonhos dos nossos trabalhadores, que passam grande parte do tempo conosco”, afirma.

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As aulas com o Sesi são gratuitas, têm uma abordagem
moderna e flexível


De acordo com o gerente de Educação do Sesi-MT, Fernando Pereira, a metodologia da EJA do Sesi MT oportuniza um futuro de realizações para aqueles que vislumbram melhores colocações no mercado. “A educação é transformadora; ela é a ponte entre uma pessoa e o emprego que deseja. Entendemos essa necessidade e desenvolvemos uma EJA de qualidade e flexível”, aponta.

As aulas com o Sesi são gratuitas, têm uma abordagem moderna e flexível e possibilitam a conclusão dos estudos entre três meses e um ano, a depender da dedicação do aluno. Essa rapidez ocorre porque a instituição utiliza o método de reconhecimento de saberes, mecanismo reconhecido pelo Conselho Nacional de Educação, que avalia as experiências dos alunos a partir de suas vivências, eliminando assim algumas matérias que seriam cursadas e tornando o curso mais ágil.

As aulas são híbridas, com 80% da carga horária online e 20% presencial. “Os encontros presenciais podem ser realizados uma vez por semana, conforme o calendário do curso. Nos quatro dias da semana em que o aluno não está na sala de aula, pode acessar a plataforma de estudos de onde quiser e no horário que for mais conveniente”, explica a analista da EJA do Sesi MT, Maristela Bittencourt.

Texto: Fernanda Nazário

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